‘Espero que o júri tenha uma decisão verdadeira’, diz mãe de Rayane Berger; veja vídeo
Clarice Berger, mãe da pedagoga e miss pomerana Rayane Luiza Berger, morta em 2015 pelo então companheiro, pede por justiça às vésperas do julgamento de Celso Luís Ramos Sampaio: “Espero que o júri tenha uma decisão verdadeira e que ele seja punido”. A família aguarda há quase 10 anos pela conclusão do caso, que ocorrerá […]
Clarice Berger, mãe de Rayane Berger, fez depoimento emocionado. Foto: Divulgação/ MPES
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Clarice Berger, mãe da pedagoga e miss pomerana Rayane Luiza Berger, morta em 2015 pelo então companheiro, pede por justiça às vésperas do julgamento de Celso Luís Ramos Sampaio: “Espero que o júri tenha uma decisão verdadeira e que ele seja punido”. A família aguarda há quase 10 anos pela conclusão do caso, que ocorrerá nesta quinta-feira (13), às 8h, no Fórum Criminal de Vitória.
O médico é acusado de planejar e executar a morte de Rayane em 2015. Na época, os dois tinham um relacionamento amoroso. O crime ocorreu quando a vítima tinha 23 anos, na zona rural de Santa Maria de Jetibá.
O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, atuará pela condenação do réu pelo crime de homicídio qualificado (por motivo fútil, com recurso que dificultou a defesa da vítima e em situação de violência doméstica — feminicídio).
“Temos que lutar todos juntos para que outras mães não passem pela mesma dor que eu e a minha família estamos passando neste momento. A minha filha era uma pessoa muito alegre, cheia de vida e de sonhos. A partida dela, tão repentina, trouxe uma dor enorme para toda família. Arrancaram um pedaço de mim”, declarou a mãe Clarice Berger.
Rayane Berger foi morta pelo então companheiro em 2015, em Santa Maria de Jetibá. Foto: Arquivo Pessoal
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 6 de junho de 2015, próximo ao distrito de Alto Rio Posmosser, na zona rural de Santa Maria de Jetibá. Na ocasião, o médico Celso Luís Ramos Sampaio teria dopado a companheira, Rayane Berger, com medicamento de uso controlado e proferido golpes com objeto contundente, causando ferimentos na nuca da vítima.
Em seguida, o réu colocou Rayane em um veículo e forjou um acidente automobilístico. No dia seguinte ao crime, ciclistas avistaram o automóvel em que a vítima estava, submerso num rio ao lado da estrada, e acionaram os Bombeiros Voluntários. O corpo de Rayane foi encontrado no carro, no banco do carona, sem cinto de segurança e com ferimentos na região da nuca.
O veículo estava com todas as portas trancadas, sem marcas de frenagem e sem os airbags acionados, o que levantou a hipótese de que não havia sido um acidente. Com isso, as investigações apontaram que o crime foi premeditado e planejado por Celso Luís.
Denúncia
Conforme a denúncia do Ministério Público, o casal tinha um relacionamento conturbado, já haviam separado e reatado diversas vezes, e tinham conhecimento de traições recíprocas. Entretanto, uma das traições teria sido o motivo de Celso Luís planejar e executar o crime contra Rayane.
Na denúncia, o MPES ainda detalha a cronologia dos fatos a partir das observações de câmeras de segurança e resultados periciais. Acrescenta, também, que o réu estava cumprindo pena de 16 anos de reclusão por outro crime (homicídio contra um colega de trabalho).