Um homem de 29 anos, apontado como um dos chefes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), foi preso nesta quarta-feira (12), em Porto Canoa, na Serra, após retornar do Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, as motivações do retorno para o Espírito Santo foram a oportunidade de comandar bocas de fumo nos bairros Bonfim e da Penha, em Vitória, onde a organização atua, e também para atrair traficantes do território fluminense e organizar as ações do PCV.

Confira o momento da prisão:

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As informações foram passadas pela Polícia Civil durante coletiva de imprensa, nesta quarta-feira. De acordo com o delegado Alan de Andrade, coordenador do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), o suspeito conhecido como Tiago Folha estava vivendo na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, sendo uma prisão importante para combater uma reorganização do PCV.

“Hoje, no PCV, nós não temos uma liderança como nós tínhamos com o Beto, como nós tínhamos com o Fernando (Marujo), não temos essa pessoa, esse ponto central, eles mesmos falam que hoje são várias pessoas, uma sociedade criminosa. Ele é um indivíduo de altíssima periculosidade”, explicou.

Passagens pelo sistema prisional

De acordo com a polícia, Tiago já passou pelo sistema prisional algumas vezes desde 2014. Entre os crimes praticados estão o roubo a uma loja de eletrodomésticos, lavagem de capitais, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e extorsão, por exemplo. Confira as entradas e saídas registradas:

  • 08/12/2014 – entrada
  • 28/07/2016 – alvará de soltura
  • 10/05/2018 – entrada
  • 19/06/2021 – evasão
  • 11/12/2021 – entrada
  • 07/08/2024 – saída temporária
  • 14/08/2024 – evasão
  • 12/02/2025 – entrada

Uma operação foi montada em dezembro para tentar prendê-lo, pois ele não havia retornado de uma saída temporária e tentou furtar um motel. Após uma troca de tiros com policiais, ele conseguiu fugir e não foi mais localizado. A Polícia Civil acredita que foi nessa época que ele fugiu para o Rio de Janeiro.

O delegado Alan de Andrade explicou que acredita que Tiago imaginava que não seria localizado no Espírito Santo, pois não estava armado no momento da prisão.

“Nossa ação foi muito programada, a gente já vinha várias noites, esperando para realizá-la. A gente tinha esse temor do Tiago tentar reagir à prisão, só que não deu tempo, a ação foi muito bem orquestrada e estudada. Ele achava que ele não ia ser encontrado ali porque ele falou que ele não estava armado”, frisou.

Com ele, a polícia também apreendeu uma moto roubada e drogas.

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Feito no Espírito Santo.